Debate-se já, e cada vez este tema será mais aceso e pertinente, as qualidades e defeitos da Democracia enquanto sistema político. A crescente abstenção e falta de identificação entre eleitos e representados é o motor da questão. A falta de confiança que alguns de nós têm nos partidos políticos, a crescente tendência e tónica no Individualismo enquanto valor fundamental das sociedades e a incerteza quanto à organização política do mundo actual são factores importantes na reflexão que fazemos.
Antes, tudo era mais fácil, os regimes ditatoriais impeliram a que as nações seguissem a direcção da Democracia, convicta e militantemente. Hoje em dia já não é assim. A maior parte da minha geração toma a Democracia como um Direito e um dado adquirido. Será mesmo assim? E o que se pode fazer para que nos sintamos mais confortáveis e em sintonia com os nossos representantes?
Entroncando neste tema, no PSD debate-se actualmente a revisão estatutária e a possibilidade de eleições directas para o líder do Partido. Há muitas propostas de caminhos a seguir...
Para quem quiser estar "por dentro" do debate sugiro uma visita a
www.confiarmilitantes.blogspot.com.
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
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2 comentários:
com directas ha menos caciques... :P
Cara Doutora Susana
Não sei se as directas, no seu partido, no meu ou na política em geral, são a solução do problema da representatividade.
Esta deve passar pelo sentido de responsabilidade política, pela proximidade com os representados, e muitas vezes (senão a maioria dos casos) pela polémica e controversa necessidade e dualidade entre as desterminações político-patidárias nacionais e a necessidade de se defender e proteger os representados (cidadões ou regiões9. E isso, por mais democracia que exista, parace-me cada vez mais uma utopia política.
Cumprimentos
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