


Há uma eternidade (mais ou menos há 3 semanas) voltei de férias. Não que me apetecesse muito mas lá teve que ser...
Estive na Ilha de Ré, mesmo em frente a La Rochelle (França) e são incríveis as semelhanças que encontrei com Aveiro!
Nesta pequena ilha do Charente Maritime há salinas em funcionamento e pequenas localidades voltadas para as actividades piscatória e para o turismo. As actividades económicas estão vivas, nota-se bem, não há desemprego e a qualidade de vida é elevada. Manteve-se a traça arquitectónica da construção tradicional e as cores das habitações: brancas com janelas verdes ou azuis. As novas construções respeitam,na íntegra, este padrão. Não há prédios, não há varandas panorâmicas nem janelas excessivas.
As ostras da Ilha de Ré são consideradas as melhores ostras francesas e são distribuidas por todo o país. São mais baratas que a pizza, o que foi uma chatice, porque eu nem gosto nada de ostras... Acreditam?
O turismo da ilha é para franceses. É raro encontrar estrangeiros e não foi uma nem duas vezes que nos abordaram, na rua, a perguntar a nossa nacionalidade. Na realidade, penso que ficaram decepcionados quando respondiamos "On vient du Portugal", mas isto é outro assunto...
A ilha está "colonizada" por inúmeras pistas para bicicletas, paralelas à estrada, muito bem conservadas e efectivamente utilizadas, já que este é o principal meio de transporte dos visitantes, em terra. Os circuitos passam quer melo meio da floresta, quer pelas localidades (cheias de restaurantezinhos à beira-mar), quer pelo meio da floresta.
Simultaneamente, dispõe de inúmeros portos de abrigo, alguns tradicionais, outros mais actuais, mas sempre simples: cais de atracagem, um posto de abastecimento de combustível, um ou dois pontos de acesso a água e um pequeno balneário. O abastecimento de víveres é feito nos supermercados locais e existem ainda alguns negócios relacionados com a construção e a reparação naval.
Não se vêm lanchas, apenas veleiros. Veleiros por todo o lado e o 3º maior farol de França. Não é de estranhar... La Rochelle é uma das capitais mundiais da vela, talvez depois de algumas localidades na Nova Zelândia.
Curiosamente, e é por causa disto que coloco aqui esta experiência, a ilha é ligada ao continente por uma ponte que terá, à vontade, mais de 1km de extensão e uma altura considerável, que rondará os 25 a 30 metros no ponto de altura máxima.
Esta ponte não obsta à circulação dos veleiros nem dos navios que atracam em La Rochelle e tem uma portagem: 16€ para os carros, cerca de 30 € para autocarros e também uma taxa para as motas. Os únicos meios de locomoção que não pagam portagem são as bicicletas e os membros inferiores humanos.
Uma solução para São Jacinto? Uma ponte que, não obstruindo a navegação, permite um acesso fácil dos habitantes de São Jacinto a Aveiro e um desenvolvimento turístico limitado, isto é, não massificado?
O turismo da ilha é para franceses. É raro encontrar estrangeiros e não foi uma nem duas vezes que nos abordaram, na rua, a perguntar a nossa nacionalidade. Na realidade, penso que ficaram decepcionados quando respondiamos "On vient du Portugal", mas isto é outro assunto...
A ilha está "colonizada" por inúmeras pistas para bicicletas, paralelas à estrada, muito bem conservadas e efectivamente utilizadas, já que este é o principal meio de transporte dos visitantes, em terra. Os circuitos passam quer melo meio da floresta, quer pelas localidades (cheias de restaurantezinhos à beira-mar), quer pelo meio da floresta.
Simultaneamente, dispõe de inúmeros portos de abrigo, alguns tradicionais, outros mais actuais, mas sempre simples: cais de atracagem, um posto de abastecimento de combustível, um ou dois pontos de acesso a água e um pequeno balneário. O abastecimento de víveres é feito nos supermercados locais e existem ainda alguns negócios relacionados com a construção e a reparação naval.
Não se vêm lanchas, apenas veleiros. Veleiros por todo o lado e o 3º maior farol de França. Não é de estranhar... La Rochelle é uma das capitais mundiais da vela, talvez depois de algumas localidades na Nova Zelândia.
Curiosamente, e é por causa disto que coloco aqui esta experiência, a ilha é ligada ao continente por uma ponte que terá, à vontade, mais de 1km de extensão e uma altura considerável, que rondará os 25 a 30 metros no ponto de altura máxima.
Esta ponte não obsta à circulação dos veleiros nem dos navios que atracam em La Rochelle e tem uma portagem: 16€ para os carros, cerca de 30 € para autocarros e também uma taxa para as motas. Os únicos meios de locomoção que não pagam portagem são as bicicletas e os membros inferiores humanos.
Uma solução para São Jacinto? Uma ponte que, não obstruindo a navegação, permite um acesso fácil dos habitantes de São Jacinto a Aveiro e um desenvolvimento turístico limitado, isto é, não massificado?
Sempre fui contra a construção da ponte para São Jacinto por considerar que esta seria um grande obstáculo à navegabilidade da Ria e, por consequência, ao desenvolvimento turístico da região (veja-se a Ponte da Barra que, tendo uma altura, na maré baixa, de cerca de 13 metros impede alguns dos veleiros de aceder ao canal). Além do mais existia o risco de massificação do turismo em São Jacinto (apesar de ter a certeza de que nunca seria uma Praia da Barra).
Na realidade, as opiniões que conheço, tanto dos habitantes de São Jacinto como dos restantes aveirenses, são bastante díspares. Será financeiramente viável, dada a actual situação da Câmara de Aveiro, ainda que com comparticipação europeia ou nacional, construir uma ponte assim para o muy nosso "Saint Jacint sur Mer" (uma expressão carinhosa utilizada por alguns dos navegadores de Aveiro)?
As dúvidas ficam, o debate está lançado.
5 comentários:
É minha convicção que Alberto Souto não vai ficar mais nenhum mandato.
...a viver em Aveiro.
Só se fosse burro. Com aquele casarão na Biarritz da Costa Nova até pode ter um novo slogan:
Aveiro para governar, Ílhavo para viver!
Estou a referir-me mesmo à presidência da Câmara Municipal de Aveiro.
Quanto a morar na Costa Nova, não o condeno. Paga menos água, menos taxas, menos tudo (excepto a própria casa, é claro) e a vista é boa!
É espantoso como ultimamente, os apoiantes da coligação se dedicam a comentar a vida privada do Souto. O que é que interessa saber se ele tem ou não uma casa na Costa, onde é, se é dele, o preço (veja-se o último comentário), se é "casarão" (veja-se o comentário anterior), etc, etc...?
Tanto quanto sei, a casa em questão é arrendada. Mas, de qualquer modo, não se esqueçam que o Souto e a mulher estiveram muitos anos nas instituições comunitárias, com salários de eurocratas.
Por isso, abstenham-se de falsas insinuações e de mexericos sem nexo e falem do que interessa para o combate eleitoral: ideias e programas..
A propósito: o adiamento do programa eleitoral do Dr. Élio Maia foi para quando?
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