sexta-feira, agosto 19, 2005

Regina Bastos


Fico satisfeita com a curiosidade que a cabeça-de-lista à Assembleia Municipal está a despertar. Porque é realmente um modelo de postura cívica para todos os cidadãos e alguém que honra o seu partido (o PSD) e a coligação Juntos por Aveiro.

Conheço alguma da influência que tem exercido em prol de Aveiro (concelho e distrito) tanto nas grandes como nas pequenas questões. Também já a acompanhei em acções de campanha de rua (nas últimas europeias) e posso confirmar que a sua forma de estar, com qualquer cidadão, é exemplar!

Para esclarecer essas dúvidas transcrevo a entrevista que deu hoje ao Diário de Aveiro e, em seguida, o seu Curriculum Político (acessível a qualquer um através do site www.psd.pt, nos deputados por Aveiro) .

Boa avaliação!

Câmara deveria «ter feito muito mais e melhor por Aveiro»
Quais as razões que a levam a candidatar-se à Assembleia Municipal de Aveiro?

As razões são várias e ponderosas. Destaco, em primeiro lugar, a vontade de contribuir para que Aveiro tenha o papel de relevo que merece ter no contexto das cidades médias portuguesas. Estou certa e segura que são este tipo de cidades que vão marcar claramente os caminhos da convergência com a União Europeia e são também aquelas que garantem mais e melhor qualidade de vida aos seus cidadãos. Além disso, conheço bem os problemas de Aveiro, de Portugal e da Europa. Daí que tenha a certeza - sem falsas modéstias mas sem tiques de superioridade - que posso ser útil neste desafio de fazer de Aveiro o «concelho-líder» que deve e merece ser, tanto ao nível regional como ao nível nacional. A circunstância de ser agora deputada por Aveiro na Assembleia da República e as minhas anteriores experiências como membro do Governo, deputada no Parlamento Europeu e autarca, ajudam certamente à concretização desses objectivos.E, é claro, o facto de ter recebido o convite muito honroso da candidatura «Juntos por Aveiro» e pelos dirigentes locais do meu partido, que me lançaram um desafio difícil, mas também por isso mesmo, muito estimulante. Esta é a minha maneira de ser e estar. Responder presente sempre que julgue útil a minha participação, por mais incómodos que sejam os caminhos a percorrer. E por mais incómodos que possa criar aos interesses instalados.

Pretende efectuar alterações ao funcionamento da Assembleia Municipal de Aveiro?

A Assembleia Municipal de Aveiro tem um regimento que deve ser actualizado e respeitado. Em primeira linha, quem tem de o respeitar e fazer respeitar é o presidente da Assembleia. Mas isso implica não confundir o protagonismo da intervenção permanente com a condução dos trabalhos. Trata-se de uma simples questão de boa condução de trabalhos. Democracia não é sinónimo de falta de regras. Como liberdade de expressão não pode significar anarquia. Nas reuniões da Assembleia Municipal, como nas do Conselho de Ministros ou do Parlamento, há regras que devem e têm de ser cumpridas. É a democracia que o impõe e também o bom senso. A Assembleia Municipal de Aveiro deve funcionar como os seus deputados determinarem - através da aprovação do regimento - e não apenas como o seu presidente deseja. A Assembleia Municipal não deve ser um palco privilegiado para ninguém, como tem sido até ao momento. E esta diferença fará toda a diferença, sendo certo que todos desejam uma maior eficácia e eficiência no desenvolvimento dos trabalhos da própria Assembleia e uma maior valorização do seu papel.

Que opinião tem do adversário do PS, Carlos Candal?

O Dr. Carlos Candal é uma figura da democracia aveirense. É um político que privilegia a oratória e se diverte a criar e a alimentar polémicas.

Como interpreta o comentário de Carlos Candal quando disse que Regina Bastos era uma figura de segundo plano?

Existem figuras a quem se perdoa quase tudo. Não gostaria de me desviar dessa bonomia que quase todos temos relativamente ao Dr. Carlos Candal. É um registo a manter, acreditando que ele manterá o dele. Não gosto de classificar ninguém, muito menos a mim própria. Sei que me dedico por inteiro às causas, que me empenho nos projectos que integro, que gosto de trabalhar «sem galões», sem complexos de «prima donna». Essas classificações são até inconstitucionais e antidemocráticas!... Então não é a própria Constituição da República Portuguesa que consagra o princípio da igualdade como princípio basilar da Democracia?!

O facto de não ser de Aveiro poderá jogar contra a sua candidatura?

Pelo contrário. Aveiro é um concelho que sempre abriu as portas a quem quis dar o melhor de si a Aveiro. Acredito que não existe xenofobia em Aveiro. Poderão existir algumas pessoas que se sintam inquietas pela presença de outras. Aveiro deve muito aos aveirenses. Aos que aqui nasceram. Mas também deve muito a todos aqueles que para aqui vieram residir, estudar, trabalhar, investir. Todos aqueles que trabalham por e para Aveiro. Quem pensar e disser o contrário está a desejar um concelho de Aveiro com horizontes limitados, «pequenino». Aveiro precisa do trabalho de todos. Tenho muito orgulho de reforçar a quantidade e qualidade do trabalho que tenho feito por este concelho, por esta região, onde Aveiro tem que ser cada vez mais importante. Há aveirenses que muito fizeram pela sua terra. Mas também existem pessoas que não são de Aveiro e que fizeram muito mais e melhor do que muitos que aqui nasceram. Julgo, por isso, que nem é uma vantagem, nem é uma desvantagem. O que acredito ser uma grande vantagem é a vontade que os aveirenses vão demonstrar em ter como presidente da Assembleia Municipal alguém que possa ajudar a resolver os problemas de Aveiro e a projectar a sua imagem exteriormente, de uma forma mais activa, mais moderna, mais cosmopolita. Bairrismos exacerbados só prejudicam quem os proclama e pratica.

Élio Maia tem qualidades para dar um bom presidente de Câmara?

É claro que tem. É um autarca com provas dadas, que alia o rigor da gestão dos recursos públicos com o retorno social que devem ter. O Dr. Élio Maia já demonstrou que é possível ser-se autarca estando perto dos cidadãos, valorizando a sua participação para a definição dos caminhos a seguir. Que tem em conta a acção da sociedade, das associações, dos seus agentes mais dinâmicos para a construção das parcerias necessárias para dar as respostas mais adequadas aos problemas comunitários. Que é um facilitador, alguém que ouve muito, com atenção, sem sobranceria, e que decide de uma forma transparente. É de alguém como o Dr. Élio Maia que Aveiro hoje precisa. Que todos os dias «sobe ao povo», como ele gosta de dizer, mas afirmação que põe em prática, e que não se fecha nos gabinetes do poder. Aveiro precisa de muito rigor, sem deixar de ter a capacidade de sonhar, projectar e realizar. Com realismo, muito realismo.

A coligação do PSD com o CDS-PP é a melhor solução para destronar os socialistas da Câmara de Aveiro?

Não estamos a falar de uma coligação que tenha sido construída com base numa lógica meramente aritmética. Estamos a falar de uma coligação construída com base em princípios, valores, ideias, capacidade de empreender e inovar. Em que as sinergias possíveis são mais do que evidentes. E por isso, é uma boa solução, uma boa proposta.Aveiro precisa de rigor, de propostas que garantam um desenvolvimento sustentável sem comprometer o futuro. A forma como os dois partidos foram capazes de se entender, de facilmente chegarem a um texto de acordo autárquico e de conseguirem uma fácil escolha dos candidatos comuns só os dignifica e prestigia os seus dirigentes locais. Não nos podemos esquecer da forte rivalidade entre os dois partidos no passado, bem expressa nas lutas eleitorais acesas em muitas das freguesias do concelho. Muitos diziam ser impossível. Mas aí está a coligação «Juntos por Aveiro» com listas conjuntas concorrendo à Câmara Municipal, à Assembleia Municipal e às catorze assembleias de freguesia do concelho de Aveiro.

Que balanço faz da gestão de Alberto Souto?

Seria difícil não se encontrar obra quando os recursos foram tão grandes. Nunca o município de Aveiro teve à sua disposição tantos recursos e receitas tão elevadas. Cinquenta milhões de contos só nos últimos quatro anos! Apesar disso, nunca os aveirenses tiveram que pagar tanto para o seu município. Basta olhar para os regulamentos de taxas urbanísticas e não urbanísticas e compará-los com os dos municípios vizinhos. A questão fundamental que se coloca é se os investimentos feitos contribuíram para que Aveiro aumentasse a sua competitividade, para que os aveirenses tivessem melhor qualidade de vida, para que o concelho se desenvolvesse de uma forma equilibrada, justa e solidária. Não basta construir grandes infra-estruturas, é preciso que estejam ao serviço dos cidadãos, das famílias, dos agentes económicos. E a visão que temos de Aveiro, do seu presente e do seu futuro, é que teria sido possível ter feito muito mais e melhor por Aveiro, sem sobrecarregar tanto as gerações presentes, e sem retirar a capacidade às gerações vindouras de definirem o seu próprio futuro.Por outro lado, tenho pena que o concelho de Aveiro se tenha fechado sobre si próprio. A verdade é que tem combatido os municípios vizinhos e não tem assumido os seus compromissos no âmbito das associações municipais que integra. Isso, como é sabido, impossibilitou a realização de projectos comuns que visavam a resolução de problemas comuns e muito importantes. Aveiro, o município de Aveiro, não tem conseguido afirmar-se, do ponto de vista político e autárquico, como centro de uma região próspera, desenvolvida e solidária. Pelo contrário, tem permitido que outros assumam o papel que deveria pertencer ao concelho de Aveiro.


CV Político da Dra. Regina Bastos:

Nome: Regina Maria Pinto da Fonseca Ramos Bastos

Círculo Eleitoral: Aveiro

E-mail: reginabastos@psd.parlamento.pt

Data de Nascimento: 1960-11-04

Habilitações Literárias: Licenciatura em Direito

Profissão: Advogada

Cargos que desempenha: Deputada na X Legislatura

Cargos exercidos:
-Vogal da Assembleia Municipal de Estarreja (1989-93);
-Vogal da Comissão Política Concelhia de Estarreja do PSD (1990-92);
-Vogal do Conselho de Jurisdição Distrital de Aveiro do PSD (1992-94 e 2002-04);
-Presidente da Comissão Política Concelhia de Estarreja do PSD (1994-96);
-Vereadora da Câmara Municipal de Esatrreja Mandato suspenso de Dez 94 a Nov 95 (1994-97);
-Adjunta do Governador Civil de Aveiro (1994-95);
-Vogal da Comissão Política Distrital de Aveiro do PSD (1996-98);
-Vogal da Assembleia Municipal de Estarreja (1997-2001);
-Vogal da Comissão Política Distrital de Aveiro do PSD (1998-2000); de 01-09-2000 a 19-07-2004 foi Deputada ao Parlamento Europeu, Membro do Grupo do PPE(Democrata-Cristão) e Democratas Europeus;
-Membro da Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais,
-Membro da Comissão dos Direitos da Mulher e da Igualdade de Oportunidades,
-Membro suplente da Comissão dos Assuntos Jurídicos e do Mercado Interno,
-Membro da delegação às Comissões Parlamentares de Cooperação UE-Ucrania e UE-Moldávia,
-Membro da Delegação para as relações com a Bielorússia;
-Secretária de Estado da Saúde XVI Governo Constitucional (21-07-2004 a 12-03-2005);
-Vogal da Delegação da Ordem dos Advogados da Comarca de Estarreja (1987/89);
-Vice-Presidente da Comissão Instaladora da Liga dos Amigos do Hospital Visconde de Salreu, Estarreja (1994); Vogal da Direcção da Associação para o Desenvolvimento Global e Integral de Estarreja (Adigesta)(1994/96);
-Presidente da Mesa da Associação de Pais da Escola Padre Donaciano de Abreu Freire, Estarreja (1997/98);

Presidente do Núcleo da Cruz Vermelha Portuguesa, Concelho de Estarreja (mandatos 1996/98, 1998/2000, 2000/2002)


Quem ainda tiver dúvidas pode consultar no site do PSD algumas das suas intervenções.

3 comentários:

the skipper disse...

Caro This Way!

Este não é um blog democrata, é o blog da Skipper, que, por acaso, neste blog, sou eu.

O espírito bloguista não se sobrepõe ao meu espírito.

Já pensou no motivo porque eu nunca apaguei nenhum comentário seu, apesar de também ter críticas?

Espero que continue a fazer as críticas que bem entender. E espero nunca ter que as apagar.

David Afonso disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...

Nao sabia que ser vogal de um partido politico poderia fazer parte do curriculum ...