O António Soares, na sequência dos trabalhos para articular todos os contributos para o programa eleitoral, teve a simpatia de nos oferecer, a mim e ao arquitecto Paulo Anes, um livro muito interessante e que desde já recomendo (apesar de ainda só estar no 2º capítulo).Para vos despertar o "apetite":
"O povo, por outro lado, vive um problema. Os americanos nunca respeitaram tão pouco o seu sistema político como hoje em dia. Muitos países ocidentais mostram, historicamente, a mesma pouca consideração pelos seus políticos. De facto, a recente explosão de um populismo anti-sistema no conjunto dos países europeus, sugere que estes sentimentos podem ter-se tornado ainda mais fortes. Este novo crescendo de insatisfação e revolta vem em má altura. As democracias ocidentais estão sob pressão à medida que se confrontam com desafios novos como o terrorismo, as mudanças demográficas, a imigração ou os choques culturais. Os Governos têm que proteger as sociedades destes perigos, reorganizar o Estado-Providência e encorajar a imigração, evitando, ao mesmo tempo, os conflitos internacionais - uma tarefa gigantesca em qualquer época. Mas o sistema pólítico nunca foi tão disfuncional como hoje em dia. Campanhas eleitorais constantes, favorecimentos, recolha de fundos, defesa de interesses organizados e do lobbying, constituem situações especialmente desenvolvidas nos Estados Unidos, que desacreditam o sistema aos olhos das pessoas dando lugar a percentagens de participação eleitoral extraordinariamente baixas. A democracia ocidental continua um modelo para o resto do mundo, mas não será possível que como uma supernova, na altura em que a sua glória esplendorosa iluminar as galáxias distantes, a democracia ocidental esteja em risco de se consumir no seu centro?"
4 comentários:
o texto é giro, mas e a derrama susaninha?
A derrama escafedeu-se!
Não posso crer que, por total incompetência, tenham perdido 3,5 milhões de euros de receitas municipais!
A derrama, vamos resolver. O problema está na gripe das Aves, e nos 12 mil que podem morrer, não sejam as 12 mil dozes que o governo encomendou e que chegam para o ano que vem... coincidências.
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