quinta-feira, março 02, 2006

Directas?

Parece que este assunto consegue motivar reflexões...

Sou a favor das Directas. Porque penso que poderão servir para clarificar o sentimento geral dos militantes do PSD na escolha do líder. Porque penso que assim, cada um de nós terá mais responsabilidade na escolha que fizer (deixando de existir "intermediários"). O que quer dizer que, adoptando-se as directas, deixaremos de ter a prerrogativa de "sacudir a água do capote" das responsabilidades de cada um de nós.

Já quanto à questão dos "caciques", o fantasma que a tantos assusta, não me parece assim tão evidente.

Em primeiro lugar, hoje em dia, as pessoas são livres de de associarem e o facto de existirem "sub-grupos" no interior de um grupo mais vasto não me assusta. São, geralmente, situações temporárias e os seus elementos concerteza que só assim agem porque têm confiança na pessoa que elegeram para seu representante e estão consciente do que é que isso implica.

Em segundo lugar, parece-me que existem alguns receios injustificados, uma certa "paranóia" da conspiração. As pessoas, por vezes, agem por receio de ser prejudicadas por algo ou alguém... Na realidade, nunca me arrependi de ter pensado e agido pela minha própria cabeça. Não penso nunca ter sido prejudicada por isso, bem pelo contrário. A ditadura já lá vai, já não existem PIDE's, está na hora de esquecer determinados "fantasmas". Mas também penso que este fenómeno já não atinge a minha geração, a do pós- 25 de Abril.

Em terceiro lugar, os partidos políticos assentam no princípio bem popular do "a união faz a força". No entanto, são legitimados em eleições, não são organizações semi-secretas do género das "maçonarias" e outras congéneres. São também constituídos por pessoas, e assim sendo, imperfeitos. Quanto mais abrangentes, quanto mais associados /filiados tiverem mais transparente será a sua forma de funcionamento. Eu cumpro a minha parte.

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